terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tabu nosso de cada dia - A verdadeira beleza feminina

*Este texto integrou o projeto "Tabuu - paradigmas da beleza", do qual fui Colunista e Editor de Conteúdo em seus quatro primeiros meses de existência.

Eu, particularmente, sou um adepto da beleza natural feminina. Aprendi a valorizar inúmeros biotipos. Desde as mais jovens até aquelas um pouco mais vividas. Quanto as proporções físicas acredito que cada uma tem seu mérito, tamanho de seios, cor da pele, tipo de cabelo, etc. É justo saber reconhecer o belo em seios grandes e pequenos, em peles claras e escuras, em cabelos curtos, compridos, lisos, cacheados, encaracolados e tantos outros tipos, formas e tamanhos. O mais bonito nas mulheres, penso que seja a variedade, os inúmeros tipos distintos de beleza. É tão bacana apreciar aquilo de único e belo que cada uma traz consigo.

Eu aprendi, com o grande músico e, porque não, poeta Leoni que canta, em Garotos II, as várias formas que o sexo feminino tem de encantar e apaixonar. Porém, melhor é quando esse encanto se dá ao natural, sem medo de assumir as celulites e estrias. Sem medo de se mostrar sem maquiagem, sem medo de assumir seu verdadeiro corpo, sem medo da sua verdadeira beleza.

Mulheres tem muitas neuras em relação a sua aparência. E homens, muitas vezes, só fazem aumentar essa preocupação em relação à estética feminina. Dos dois lados vem incentivos e pressões para se manter no padrão de beleza. Padrão esse infundado. Até cientificamente falando. Explico. Prometo que não será de forma chata nem complicada.

Em nós, seres humanos, a gordura se acumula de forma diferente de outros mamíferos. Em outras espécies a gordura se acumula entre os órgãos. Já em nós ela se acumula de forma subcutânea, sob a pele. Homens e mulheres distribuem a gordura do corpo de forma diferente. Nos homens, a gordura - ou os adipócitos que são as “células de gordura” - se distribuem de forma quase equivalente, apenas tendem a se acumular mais no abdômen. Já nas mulheres essa distribuição é mais centrada em algumas regiões como na cintura, glúteos e nos seios. Uma mulher saudável de 25 anos, por exemplo, tem o dobro da proporção de gordura que um homem da mesma idade. Isso tem a ver com os hormônios e com a maneira com que o corpo da mulher se desenvolve. 

O resultado de toda essa mini aula de biologia é que muita gordura se acumula sob a pele do bumbum das mulheres, aliado ao fator de que a pele afina ao longo dos anos, temos a famigerada celulite. Entretanto, essa mesma gordura que causa a celulite é a responsável pelo famoso “bumbum brasileiro”. Quer saber uma receita ótima de evitar celulite? Esqueça, ela não existe. Como foi explicado, não há como evitar algo tão natural. A única forma de não ter celulite é não tendo gordura acumulada nos glúteos, ou seja, não tendo bunda. “Há mas existem centenas de tratamentos para celulite! ”. Mas nenhum com comprovação científica. Pare de perder tempo e dinheiro.

Se você, homem ou mulher, preza por uma bunda bonita, - o clássico “bumbum brasileiro” - aceite a celulite, aprenda a conviver com ela, e a amá-la. E ao caro leitor homem, e fresco, que fica reclamando de mulher com celulite entenda que aquela bunda maravilhosa só existe se houver celulite. Não há uma sem a outra. Celulite não é doença, é uma condição natural da pele, e faz todo sentido biológico!

Portanto, você amigo homem, aprenda a valorizar as celulites da sua mulher, aceite o valor das estrias dela. Se esforce ao máximo para perceber a verdadeira beleza, sem maquiagem. O grande pensador contemporâneo, Rei Julian, já dizia que a “minha gatinha tem um corpo escultural, não precisa maquiagem, tem beleza original”. O homem que diz que “mulher só fica bonita de maquiagem”, ou que não gosta de mulher com celulite ou estria, que me desculpe, mas é um fresco, que não sabe admirar a beleza feminina. 

E caras leitoras mulheres, aprendam a se valorizar, valorizem sua beleza natural, tenham orgulho de suas celulites e estrias. Não tenham medo de sair de casa, pelo menos um dia na semana, sem maquiagem. Nós, homens, sabemos o quanto vocês se esforçam para estarem impecáveis. Enquanto que, a maioria dos cuecas só usa um desodorante, penteia o cabelo, e faz sua higiene pessoal. Vamos parar de “mimimi” e dar valor ao que (e a quem) merece. Mulheres de verdade não são perfeitas, e isso é o que há de mais belo nelas. Como diria um grande amigo meu, “celulite é gostosura em braile”.

Grande abraço, seus lindos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Tabu nosso de cada dia - Bonito é se sentir bem, mas não é só isso

*Este texto integrou o projeto "Tabuu - paradigmas da beleza", do qual fui Colunista e Editor de Conteúdo em seus quatro primeiros meses de existência.

Desde o início do Tabuu temos pautado nosso site e mídias sociais pelo conceito “Beleza é questão de ponto de vista. Ser bonito é sentir-se bem. Não importa se você é gordo(a) ou magro(a)”. E sim. Isso é verdade, é nisso que acreditamos. Essa é uma das principais mensagens que queremos levar até o público que nos acompanha. Entretanto, nosso discurso não contém radicalismos ou alienações. Não somos loucos a ponto de apoiar práticas que sejam contra a sua saúde ou seu bem-estar. Temos responsabilidade social. Quando falamos em “não importa se você é gordo ou magro” o significado implícito é “não importa se você é - considerado – gordo ou magro”. 

Acontece que na mídia e no dia-a-dia, qualquer pneuzinho, barriguinha, ou simplesmente um biotipo mais encorpado é suficiente para denominar a pessoa como gorda. Ou então a falta de curvas para as mulheres, ou talvez de um corpo mais másculo para os homens seja considerada magreza. Muitas pessoas são ridicularizadas e sofrem até bullying por uma coisa ou outra.

Claro que isso depende do contexto em que você está inserido. Do estilo do grupo, do tipo de pessoas, a mentalidade delas, de que classe social e econômica são, entre outros “n” fatores. Em um determinado círculo a magreza é o padrão de beleza, em outro podem ser estruturas corporais mais curvilíneas. Enfim, isso varia. Mas o que não deve variar é a sua visão, de si mesmo. Se você não tem nenhum problema de saúde, se você é, de acordo com os especialistas, saudável. Ignore completamente as críticas e os maus olhares. Você é lindo(a) assim do jeitinho que você é. E mesmo que você tenha algum problema de saúde, que esteja realmente, acima ou abaixo do peso, não dê ouvidos e não se deixe abalar por maldizeres alheios. 

Se for necessário, vá fazer um exercício físico, consulte uma nutricionista, procure práticas saudáveis. Busque orientação profissional. Mas não porque quer agradar esse ou aquele indivíduo e/ou círculo de “amizades”. Mas porque você se ama e quer ter um corpo saudável. Busque isso por você mesmo. Busque qualidade de vida. Busque sentir-se bem. Só assim, sentindo-se realmente em paz consigo mesmo é que você terá a capacidade de ser feliz. E quem é feliz esbanja beleza e contagia por onde passa. 

Se você caro amigo leitor, percebeu que havia algo de errado com a sua saúde e está determinado a emagrecer ou ganhar peso, tome cuidado! Médicos, nutricionistas, profissionais da área de Educação Física e demais especialistas são quem definem o que é saudável e o que não é. Eles são também quem deve determinar os métodos de perda ou ganho de peso e/ou massa muscular. Através de medidas científicas como o IMC, por exemplo, é possível dizer se a pessoa está em seu peso saudável, ou não.

Se tentarmos entender, veremos que um indivíduo que sofre de anorexia, por exemplo, se sente bem só quando atinge um determinado nível de magreza. Esquelética, diga-se de passagem. Essa pessoa, obviamente, precisa de ajuda. Ou então, quem tenha problemas de saúde relacionados à obesidade: Alguns só se sentem bem com as mesmas práticas que os levaram até aquele estado. Porém, em ambos os casos é preciso encontrar auxílio. E não há vergonha ou problema algum nisso. Todos somos seres humanos, todos temos falhas. São para ajudar que existem os profissionais competentes. Ou ainda, nossos próprios amigos e familiares.

Não se deixe abalar ou influenciar por padrões estéticos que variam assim como os ventos. Padrões mudam. E podem ser transformados por você mesmo. Isso mesmo. Você aí que está lendo esse texto. Até uma pessoa que sofre discriminação por causa da aparência é capaz disso. A maior top de todos os tempos, Gisele Bündchen, já comprovou minha tese. Se você viver a vida seguindo essa regra, de dançar conforme a música, mudará tanto em função do pensamento alheio que acabará não sabendo quem realmente é. Pessoas assim perdem sua personalidade, sua identidade, perdem sua legitimidade. Ser feliz e saudável, é o que há de mais bonito na vida.

Agora vá até o espelho mais próximo e grite “Sou lindo(a)!”.

Grande abraço e até a próxima, seus lindos.

Tabu nosso de cada dia - A beleza, muito mais que aparência física, é uma construção social

*Este texto integrou o projeto "Tabuu - paradigmas da beleza", do qual fui Colunista e Editor de Conteúdo em seus quatro primeiros meses de existência.

Na última semana, Gisele Bündchen se despediu das passarelas. A modelo brasileira, que foi a número um do mundo por praticamente toda a sua carreira, fez o derradeiro desfile no palco da SPFW. Após 20 anos de estrada, a gaúcha de Horizontina despediu-se no Brasil. Nada mais justo. A moça, hoje com 34 anos, já emplacava capas de revistas, como a da Vogue dos EUA - considerada a Bíblia da moda -, desde os seus 18 anos de idade. Ao longo da sua história, a mais famosa integrante da família Bündchen, estampou mais de 1,2 mil capas em revistas. Segundo a revista Forbes, só entre 2013 e 2014, a top faturou mais de R$ 140 milhões. A maior modelo de todos os tempos figura entre as 100 celebridades mais bem pagas do mundo.

Até aqui nenhuma surpresa. Nada que não seja esperado da mulher, dita, mais linda do mundo. Mas, e se eu te disser que por anos, quando era bem mais nova, Gisele sofrera bullying devido a sua aparência física? E se eu acrescentar afirmando que a mesma Gisele tem uma irmã gêmea?

Considerada, hipoteticamente, como a mais bonita do planeta, Gisele Bündchen não fora sempre este espetáculo de mulher. Pelo contrário, a pequena Gisele foi vítima do clássico, e infelizmente tradicional, bullying. O ato de menosprezar, maldizer, humilhar e, por vezes, até atacar fisicamente o outro. Fato que se deve, apenas, ao motivo de um certo indivíduo não se encaixar nos padrões pré-estabelecidos na cabeça do senso, mais do que, comum. 

No caso da conceituada top internacional, a aparência física atípica é o que lhe tornava alvo de bullying. A pequena Gisele era considerada feia, magrela, pálida, esquálida, alta demais para sua idade. O biotipo fora do comum foi motivo suficiente para a atitude covarde de discriminação.

Desde muito tempo, não são poucas as brasileiras, ainda muito jovens, que se espelham em Gisele. Tomam-na como um exemplo a ser seguido. Uma meta a ser alcançada. Histórias como a da top mostram que a beleza é relativa, e faz parte de uma construção social. Não é novidade que Gisele sempre despertou os olhares desejosos dos homens (e porque não, de outras mulheres). Suas curvas atraem atenção. Entretanto, as da irmã gêmea dela, Patrícia Bündchen, não. Qual o motivo? Falta-lhe a fama da irmã. Apesar de Patrícia trabalhar junto de Gisele, fechar as campanhas publicitárias e ser a porta-voz da top para com a imprensa. O glamour em torno das passarelas atribui uma certa catarse ao público. Fama embeleza.

Que o digam Luciano Huck, Ronaldo Nazário ou até mesmo Ronaldinho gaúcho. Analisando friamente estão longe de serem padrões de beleza. Sem fama ou dinheiro seriam menosprezados. Com o status que têm, são desejados.

A maior modelo que o mundo já viu, se aposentou. Mas não sem antes influenciar definitivamente a sua e as próximas gerações. Ela foi fator determinante na mudança dos padrões de beleza. Toda menina tem que ser magra. Essa sempre foi a regra. Mas o físico privilegiado de Gisele transformou esse perfil. Segundo especialistas do mundo da moda, hoje, modelo pode ter peito. Os seios avantajados da deusa das passarelas conquistaram o direito de todas as outras modelos não precisarem mais serem tábuas.

É, como diria o poeta Badaui, do CPM 22, o mundo dá voltas. Padrões, caro amigo leitor, estão aí para serem contestados. Gisele é a prova de que, beleza, é questão de ponto de vista, de tempo, de referência, de construção social. Porém, mais do que isso, beleza é questão de gosto. Antes de buscar ser belo aos olhos dos outros, busque sentir-se bem consigo mesmo. Pois, a top que era alvo de bullying por não se enquadrar nos padrões de beleza, os transformou e hoje decreta o fim de uma era.

Grande abraço, seus lindos.

domingo, 30 de agosto de 2015

Tabu nosso de cada dia - O projeto mais lindo que já se viu

*Este texto integrou o projeto "Tabuu - paradigmas da beleza", do qual fui Colunista e Editor de Conteúdo em seus quatro primeiros meses de existência.

Uma professora e uma turma de alunos do curso de jornalismo da Unisinos se uniram para ir em busca da beleza. Calma, você não leu errado. Nós não nos revoltamos contra a profissão e muito menos estamos fazendo um motim rumo aos cursos de Moda, Nutrição e Educação Física. E não, este não é um projeto no estilo “dicas de beleza”, com 10 dicas para ter um corpo saudável, dietas milagrosas ou os mais vanguardistas tratamentos estéticos. Não. Vou explicar. 

O projeto Tabuu vem com a proposta de esclarecer, narrar, contar, fazer ver, debater, polemizar tudo e mais um pouco em relação ao estético corporal. Toda semana traremos conteúdos novos e inéditos: notícias, reportagens, colunas, vídeo-reportagens, perfis, dentre outros formatos.

Aqui você vai ficar sabendo sobre benefícios e malefícios que os tratamentos estéticos trazem para as pessoas. E como isso se reflete no cotidiano delas. Vai se surpreender e/ou sensibilizar com o que as pessoas são capazes de fazer para ficarem belas ao olhar alheio ou, “apenas”, para se sentirem bem consigo mesmas. Às vezes, isso se restringe a uma pessoa vaidosa, nada fora do comum; em outras encontrará argumentos razoáveis para transformações cirúrgicas e tratamentos invasivos; mas também verá que nem sempre beleza é sinônimo de saúde e o que pode ser beleza aos olhos de alguém, é doença aos olhos da medicina. Cirurgias plásticas, distúrbios alimentares, opiniões polêmicas, pontos de vista diferenciados, beleza e a busca dela, seus caminhos e obstáculos, as consequências dessa busca, jornalismo com foco, é o que você vai encontrar no seu feed pelos próximos meses.

E falando em beleza, para você, o que é belo? Ele importa? Na sua experiência, beleza está atrelada a qualidade de vida? Ser bonito é importante? Para que? Por que? Para quem? É mais importante ser bonito ou se sentir bem? Beleza é sinônimo de saúde, de qualidade de vida? A resposta está em cada um de nós, na nossa aparência e em nossos anseios. Muitos de nós nunca estão satisfeitos com o corpo que tem, não é mesmo? Algumas das respostas estarão no site e nas mídias sociais do Tabuu. 

Não pretendemos ser um guia de regras, nem ditar arbitrariamente o que é certo ou errado. Mas trazer à tona um recorte dessa realidade que é a busca pelo belo, por ser belo. Para alguns, ser bonito pode significar ser aceito. Afinal, a boa aparência perpassa o fator de aceitação, não só de si próprio, mas social. 

Até aqui você, caro amigo leitor, já deve ter entendido a proposta do projeto. Porém, provavelmente está se perguntado, porque Tabuu? Ser bonito agora virou sinônimo de discussão? Respondo. Tabu é uma situação, ou um fato, que é rejeitado ou discriminado pela sociedade ou por parte dela. Então lhes pergunto: nós não rejeitamos o debate de, o Brasil ter um dos maiores índices de cirurgia plástica no mundo e principalmente entre jovens? Ou não discriminamos a pessoa que tem Bulimia, Anorexia ou quem está acima do peso? Ou então, quem sabe todos estamos de acordo que, uma mulher que sofreu de câncer de mama está certa ao optar por não implantar próteses mamárias? Pois então.

A polêmica não é, e não será, a nossa linha de trabalho. Entretanto, inevitavelmente, ela vai brotar das discussões que vamos propor. Ademais, o que é belo para você pode ser horroroso para mim, você pode achar normal uma pessoa demasiado jovem fazer intervenções cirúrgicas. Só que o seu amigo ao lado bem que deve achar isso bizarro. Enfim, sem mais delongas me apresento, sou Mailsom Portalete, um desses aspirantes a jornalista (que ainda acreditam na importância do diploma) que trarão discussões saudáveis e salutares sobre o que somos capazes, ou não, de fazer para atingir o corpo desejado e o que há de Tabuu em tudo isso. Grande abraço, seus lindos.

sábado, 29 de novembro de 2014

ARTIGO CIENTÍFICO


UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS
UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE JORNALISMO


MAILSOM PORTALETE











UMA VISÃO POPULAR SOBRE A CRIMINALIDADE:
Uma análise das fotografias de capa do jornal Diário Gaúcho













São Leopoldo
2013


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Uma Visão Popular sobre a Criminalidade:
Uma Análise das fotografias de capa do jornal Diário Gaúcho


Mailsom Portalete Silva¹


Resumo: Nos jornais populares as capas tem maior relevância do que nos demais veículos. Por não possuírem assinaturas semanais, estes impressos precisam chamar a atenção de seus leitores de forma muito mais eficaz e certeira. Afinal, “é muito mais difícil vender jornal para quem tem baixo poder aquisitivo e pouco hábito de leitura” (AMARAL, 2006, p. 52). Não só o assunto, mas a forma como ele é abordado vai definir se o consumidor levará ou não aquele exemplar para casa. Nesta dinâmica as fotografias cumprem um papel importantíssimo, pois dão a ver não só o conteúdo da publicação como também a qualidade e a relevância deste.. Dentre os valores-notícia do jornalismo popular destacam-se, entre outros, a violência e a criminalidade. Desta forma, este artigo se dedicará a uma análise de conteúdo das fotografias de capa que retratam a criminalidade no jornal Diário Gaúcho.

Palavras-chave: Fotografia Jornalística; Jornalismo Popular; Criminalidade; Capa de Jornal; Diário Gaúcho.


1.   Introdução

Tendo em vista os três principais valores-notícia que se configuraram ao longo dos anos, como a base para o jornalismo popular do Brasil: entretenimento, proximidade e utilidade; e a estratégia, muitas vezes sensacionalista de sedução do leitor, utilizando-se da fórmula sexo e violência. A criminalidade torna-se um dos objetos de referência, ou seja, critério de

¹Aluno do curso de Bacharelado em Comunicação Social -  Habilitação: Jornalismo na   UNISINOS. E-mail: mailsomps@gmail.com


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noticiabilidade para estes veículos.
Partindo deste princípio, o que é notícia? Jornalistas passaram décadas tentando responder esta pergunta. No entanto nunca encontraram uma resposta certeira e definitiva. Do contrário, o conceito muda, isto é, podemos dizer que ele evoluiu ao longo dos anos. E a resposta desta pergunta pode mudar não só com o passar do tempo, mas também com o surgimento de novos modos de fazer o jornalismo. Foi o que houve no caso do jornalismo popular.

Mais liberto do paradigma dos jornais como armas políticas, com a penny press, houve uma maior diversidade de informação. Devido ao objetivo de querer mais leitores, houve a necessidade de obter uma melhor utilização econômica do espaço do jornal, ainda muito limitado. Era importante assegurar que o espaço usasse matéria que interessasse às pessoas Com a maior diversidade nos assuntos abordados, para além das notícias sobre a política e o estrangeiro, houve espaço nos jornais da penny press para publicar notícias sobre os tribunais, a polícia, os acontecimentos da rua, os acontecimentos locais. Apareceu também, sobretudo no fim do século XIX, uma torrente de jornalismo sensacional. (TRAQUINA, 2005, p. 55)

O DG (AMARAL, 2006) é ”o penny press² gaúcho”. Mas o veículo não é feito nos mesmos moldes que seus similares do centro do país, tal qual o Extra, O Dia ou o Agora São Paulo. “O jornal leva às últimas consequências determinadas estratégias encontradas na imprensa popular, sem que, necessariamente, reproduza as fórmulas sanguinolentas dos jornais consagrados como sensacionalistas nas décadas passadas.” (AMARAL, 2006, p. 79). Por tais motivos se torna relevante uma análise de conteúdo da

²O Penny Press era um jornal famoso devido ao seu baixo preço, um centavo por exemplar. Tornou-se popular entre o povo americano porque os outros jornais custavam por volta de seis centavos. O preço baixo fez com que os jornais e as notícias estivessem disponíveis para mais do que apenas os cidadãos de classe alta. A partir do penny press as classes de trabalhadores foram capazes de comprar um jornal e ler as notícias.


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retratação da criminalidade neste impresso.
Como fazer um jornal popular sem usar da sanguinolência e do sensacionalismo, mesmo ao abordar pautas violentas, e ainda assim manter altos níveis de popularidade? Esta é a pergunta que o artigo se dedicará a responder.
A escolha do corpus de análise se deu a partir de um levantamento das capas do jornal (a partir de pesquisa no site do DG³), no período compreendido entre 25 de abril e dezessete de junho de 2013, em que há assuntos referentes à criminalidade.
A temática foi dividida em duas categorias: 1) crimes relacionados ao tráfico de drogas e 2) Geral (compreendendo roubos de veículos, agressões, assaltos, tiroteios, sequestros, violência doméstica, corrupção, entre outros). Foram descartadas a temática de número dois (por abranger um campo muito genérico, e, portanto, de difícil análise) e as capas em que não havia fotografia publicada (mas ilustrações ou apenas as manchetes).


1.   Foto Jornalismo

Não há um modo simples de conceituar o foto jornalismo. Ao nascer a fotografia foi encarada como o registro visual da verdade, ou seja, encarava-se aquele retrato como sendo o registro fiel do real. No gênero foto jornalístico o ponto de partida se deu na forma de construção social da realidade. O gênero buscava interpretar esse real “até porque as percepções que dele se tem são dissonantes da realidade em si e, neste sentido, são sempre uma espécie de ficção“ (SOUSA, 2004, p. 10).
Na hora de fotografar um fato toda essa complexidade se reduz a um momento de tempo e a uma fração de espaço (HUMBERTO, 2000). Diante do mesmo fato, cada repórter fará uma abordagem singular, da mesma forma,

³ http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/


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cada foto jornalista reagirá de um modo diverso. Há vários significados a serem
investigados em uma cena, ao passo que, também são numerosas as interpretações (fotográficas) que podem ser feitas dela. Os critérios utilizados pelo repórter fotográfico na hora de retratar um acontecimento variam de acordo com o seu repertório.
Este conhecimento prévio é construído através de experiências e se desenvolve por motivações de cunho filosóficas, ideológicas, culturais e afetivas. Em um fato há momentos que (se fotografados) podem traduzir boa parte da notícia, é preciso estar atento a estes momentos e saber, a partir de seu próprio repertório, interpretá-los (fotograficamente).

Os critérios que informam a decisão para se efetivar essa espécie de apropriação e retenção do real são inexistentes previamente, ou pelo menos moram em nós em estado latente. São vagos e difusos, até a hora em que, diante do alvo descoberto, processa-se um ajuste imediato entre o que ele passa a representar para nós e as aspirações que nos moviam em imprecisa busca, tornando viável a fotografia. (HUMBERTO, 2000, P. 45).

A forma ideal de retratar um fato, seja ele qual for, é o tão conceituado “momento decisivo”, perseguido por Henri Cartier-Bresson e inúmeros outros fotojornalistas contemporâneos. É o foto jornalismo na essência, o registro em um momento único. O instante decisivo pode ser previsto ou espontâneo, digno de manchetes na imprensa ou corriqueiro, mas, acima de tudo, consiste no exato momento a ser registrado.

Quando existe a possibilidade de preparar-se para uma foto desse gênero, através da seleção do tema e do ponto de vista, o fotógrafo deve aguardar aquilo que Henri Cartier-Bresson, um de seus grandes expoentes, denominou “o momento decisivo”. É esse o ponto onde todos os fatores, cuja manipulação 


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transcende a capacidade do fotógrafo, aliam-se para produzir o melhor dos resultados. (BUSSELLE, 1979, p. 164)

Por fim, não esqueçamos a virtude maior de todas as fotos essencialmente jornalísticas: registrar fatos, sem montagens, interferências nas cenas ou poses de modelos. Foto jornalismo precisa ser natural e informal.


1.   Jornalismo Popular

Os jornais populares são destinados às classes B, C e D. Os consumidores dessas publicações buscam, além de informação e retratação dos fatos, também a prestação de serviço e o entretenimento. Algumas das estratégias utilizadas pelos veículos populares incluem a cobertura da ineficiência do poder público, da vida das celebridades e até mesmo de histórias “comuns” de gente simples, “do povo”. Para o público de uma mídia popular interessam os assuntos que se ligam diretamente ao seu cotidiano.
Estes impressos pautam-se, principalmente, pela saúde, segurança pública, esportes (especialmente futebol) mercado de trabalho e televisão. Os jornais deste segmento não possuem assinatura semanal, são vendidos somente em bancas, usam-se de capas chamativas e principalmente, da violência como assunto. Circulam nas regiões metropolitanas apostando em editorias de Cidades e, dificilmente tornam-se nacionais.
            Nos primórdios do jornalismo popular brasileiro toleravam-se absurdos e falácias difíceis de imaginar presentes na capa de um jornal, seja ele de segmento popular ou não. Um exemplo disso são as manchetes do jornal Notícias Populares, de São Paulo:

Vampiro violentou 45 moças” (05/04/1971)
“Mulher mais bonita do Brasil e homem” (31/05/1984)
“Churrasco de vagina no rodízio do sexo” (14/06/1990)
“Aumento de merda na poupança” (15/05/1990)


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Tais devaneios não são peculiaridades presentes apenas em edições de décadas passadas. O próprio Diário Gaúcho, na década de 2000 estampava manchetes “criativas” em suas capas.

“Queda do dólar afeta o bolso de catadores” – manchete do jornal Diário Gaúcho, de Porto Alegre, em 12/08/2005.

Entretanto o jornalismo feito para o “povo” evoluiu, hoje boa parte dos folhetins que vinculavam este tipo de notícia já não existem mais, outros foram remodelados, substituídos por veículos mais críveis e já despontam com novos métodos do fazer jornalístico. Com as vendas de jornais impressos, formadores de opinião, cada vez mais em baixa, e com as de jornais populares subindo é preciso repensar o modus operandi do ramo. Segundo Amaral (2006, p. 10) eles merecem um olhar atento, afinal mostram “a evolução de um mercado importante para a mídia impressa hoje”:

Enfim, os jornais desse segmento têm assumido maior importância social. Evidentemente, essa mudança de rumo não significa que os jornais populares agora sejam de qualidade ou não mereçam uma análise crítica, mas indica que precisam ser vistos com outros olhos.

Atualmente, percebe-se que é possível a existência de uma imprensa popular de qualidade, mas talvez, por esta mesma vendagem alta os veículos ficam reféns dos requisitos do mercado. É preciso desenvolver técnicas eficazes de comunicação com o leitor que fujam desses padrões mercadológicos e estabeleçam um padrão ético de jornalismo. Afinal, São tênues os limites entre a responsabilidade pública e a sedução do leitor. E este é um segmento que não pode ser desprezado, não apenas por sua rentabilidade, mas, pela responsabilidade social do profissional do jornalismo.


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É tarefa do jornalista informar setores mais amplos da população e, por isso, não é recomendável ficar circunscrito a uma única forma de se fazer jornalismo.  (AMARAL, 2006, p. 12)


1.   O Diário Gaúcho e o gosto popular

Desde os primórdios do foto jornalismo a guerra sempre teve lugar cativo. A cobertura dos combates sempre foi considerada o ápice da atividade, sendo até mesmo glamurizada. As fotografias de guerra serviram incialmente como propaganda para promoção da guerra e, em um segundo momento como denuncismo frente as atrocidades cometidas em nome de ideais nacionalistas.
Neste sentido as fotos, muito mais do que os textos, cumprem papel ímpar na retratação da barbárie e do caos que uma guerra pode propagar:

[...] a Segunda Guerra Mundial serviu para a imprensa se aperceber completamente do poder das fotografias, em certas ocasiões maior do que o do texto.  (SOUSA, 2004, p. 120)

Do mesmo modo, nas cidades, a violência cotidiana e o embate inevitável entre a polícia e os criminosos configuram-se em uma verdadeira guerra civil. E da mesma forma que os leitores querem ver a guerra militar, interessam-se pela violência presente nos centros urbanos. Talvez por voyeurismo ou até por simples conhecimento da realidade:

A necessidade de confirmar a realidade e de realçar a experiência por meio de fotos é um consumismo estético em que todos, hoje, estão viciados. (SONTAG, 2004)

Com os leitores do DG isso não é diferente, das edições analisadas (período compreendido entre 25 de abril e dezessete de junho de 2013) a grande maioria das capas possuía fotos dessa temática, e quando não havia as fotos, as manchetes anunciavam a cobertura nas páginas policiais.


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Essa estratégia vem funcionando bem pois desde o seu lançamento, em 2000,  “em termos de circulação, é maior do que qualquer jornal popular paulista, e só perde em circulação nos dias úteis para o carioca EXTRA ” (AMARAL, 2006, p. 38). Uma pesquisa realizada em 2003 pela Marplan, demonstra que a temática “Policial” é uma das mais lidas pelos leitores do DG, com cerca de 78% da preferência.


1.   Análise de Conteúdo: A Retratação da criminalidade nas fotografias de capa do Diário Gaúcho

Nas edições analisadas não se encontram fotos de cadáveres expostas, sangue de forma explícita, ou qualquer outro tipo de imagem que denote crueldade e/ou atrocidades. Diferentes casos são abordados: agressões, tiroteios, crimes relacionados ao tráfico de drogas, casos de corrupção, entre outros; no entanto o folhetim não toma uma postura sensacionalista ou mesmo antiética ou desrespeitosa para com o leitor.

Fotografia A: Capa do Jornal Diário Gaúcho - edição de 25 de abril de 2013.


Segundo Cyro Silveira Martins Filho, então editor-chefe do DG em 2001 (AMARAL, 2006, p. 80) tal atitude sairia padrões do público alvo do DG que, de acordo com pesquisas realizadas previamente, é um leitor conservador. Sendo assim, “páginas de sangue, aberrações, linguajar chulo e mudez ginecológica” são coisas que o Diário nunca publicará.



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5.1. Das fotografias de crimes relacionados ao tráfico de drogas
A maioria das fotos conta com a presença de policiais, sempre em posição de atuação. Os policiais são retratados de forma que dá a entender que os mesmos estão sempre presentes nas comunidades, “caçando” os criminosos e protegendo os moradores. Há fotos de apreensões de grandes quantidades de droga, principalmente o crack; outras retratam a prisão de quadrilhas inteiras responsáveis por comandarem a venda de drogas em regiões periféricas.

Fotografia B: Fotografia de capa do Jornal Diário Gaúcho – edição de 10 maio de 2013

O jornal passa uma visão protetora da polícia, suas fotografias denotam que o efetivo está sempre presente combatendo o crime e a droga. E cem por cento das fotos são de regiões da periferia da capital Porto Alegre e da região metropolitana. Vemos assim a que público estas imagens querem chamar a atenção, e mais do que isso, elas passam a ideia de que a droga está presente apenas nas periferias e que os “chefões” do tráfico de entorpecentes residem apenas nestes bairros.

As fotos são apreciadas porque dão informações. Dizem o que existe, fazem um inventário. (SONTAG, 2004, p. 32)

Excluindo-se as imagens que mostram a ação da polícia, ou mesmo as que mostram, sempre são retratados lugares desolados. As únicas pessoas presentes nos cenários fotografados são policiais fardados e, muitas vezes, armados.


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Sontag (2004, p. 14) fala que “fotos fornecem um testemunho”. O testemunho do DG é que apesar do domínio que os traficantes têm sobre seus bairros e vilas, os moradores (leitores do DG) podem ficar tranquilos, pois a polícia está presente protegendo-os, exterminando a droga e prendendo os bandidos.
Pela frequente retratação desta temática ela, por vezes, torna-se primeiro preocupante e depois banal, “fotos chocam na proporção em que mostram algo novo” (SONTAG, 2004, p. 30), afinal não é novidade que o tráfico domina os bairros pobres. Entretanto, essa cobertura jornalística se faz importante pelo fato de não deixar esquecer o terror que ronda muitas pessoas e que, por sua vez, é ignorado por classes mais altas:

[...] tirar fotos serve a um propósito elevado: desvelar uma verdade oculta, conservar um passo em via de desaparecer. (SONTAG, 2004, p.71)

As manchetes veiculadas junto as imagens trazem dados de homicídios atribuídos aos “barões” da droga, denuncismo que vai além quando divulga  fotos no estilo 3X4 que mostram claramente rostos e nomes de traficantes presos e/ou foragidos.

  Fotografia C: Fotografia de capa do Jornal Diário Gaúcho - edição 1º de junho de 2013

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Uma foto traduz muito bem o conceito do momento decisivo. Ela mostra o exato momento em que um grupo de policiais aborda um suspeito. Mais uma vez o cenário é deserto contando apenas com a presença dos PMs e do suspeito que está cercado de policiais por todos os lados. Novamente, a imagem enfatiza a presença e a atuação forte da polícia militar na busca e prisão de envolvidos com o tráfico de entorpecentes. 

Fotografia D: Fotografia de capa do Jornal Diário Gaúcho - edição de 23 de maio de 2013.

Além da polícia outro tema forte nas capas do DG é a situação em que vivem as comunidades reprimidas pelo tráfico. Fotos que sempre mostram vilas desertas, moradores assustados que tomam medidas desesperadas para escapar do terror imposto pelos traficantes.

Fotografia E: Fotografia de capa do Jornal Diário Gaúcho - edição de 24 de maio de 2013.


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Fotografia F: Fotografia de capa do Jornal Diário Gaúcho – edição de 24 e 25 de abril de 2013

Por fim, destacam-se duas fotos que dão sentido ao que já foi citado: a fuga de uma realidade ingrata. A primeira traz, além do cenário deserto, a imagem de um muro de uma das casas do bairro Bom Jesus, localizado em Porto Alegre. No muro os dizeres que anunciam a venda ou a troca da casa, estão escritos em tinta preta, em letras garrafais e de tamanho avantajado para que sejam vistas de longe e notadas facilmente. O que só mostra o desejo de abandonar o local o mais breve possível.


Fotografia G: Fotografia de capa do Jornal Diário Gaúcho - edição de 11 de junho de 2013

Já a segunda foto traz a fuga de uma família da Vila das Laranjeiras que não aguentou mais a opressão dos criminosos. Famílias em estado de choque, que em pânico fogem desesperadas da maneira que podem. Essa escassez de pessoas nas ruas das periferias se dá pela famosa “lei do silêncio”: os moradores se “escondem” em suas casas ao menor sinal de qualquer repórter, fotógrafo ou veículo de comunicação. A comunidade sabe: se falarem qualquer coisa, ou mesmo se derem qualquer tipo de entrevista a respeito da situação em que vivem, serão mortos.




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Referências

AMARAL, Márcia Franz. Jornalismo popular. São Paulo: Contexto, 2006.

TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2005.

SOUSA, Jorge Pedro. Uma história crítica do fotojornalismo ocidental. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.

HUMBERTO, Luis. Fotografia, a poética do banal. Brasília: Ed. UnB, 2000.

BUSSELLE, Michael. Tudo sobre fotografia. São Paulo: Cengage Learning, 1979.

SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.



















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A fotografia é a única “linguagem” entendida em toda parte do mundo e que, ao interligar todas as nações e culturas, une a família humana. Independente da influência política – onde as pessoas forem livres –, ela reflete fielmente a vida e os fatos, permite-nos compartilhar as esperanças e o desespero dos outros e esclarece as condições políticas e sociais. Tornamo-nos testemunhas oculares da humanidade e da desumanidade da espécie humana [...]
Helmut Gernsheim, em
           Fotografia criativa, 1962